[now] Nos caminhos da vida: Ruanda

Coloquei como tópico [now] porque exatamente agora que senti a necessidade de postar isso e sei que ainda tenho alguns posts retardatários para fazer – e farei!
Estava lendo a dedicatória e a epígrafe é, depois da minha monografia passei a fazer bastante isso antes de ler propriamente o livro, além, de ler antes o sumário para saber a estrutura do livro A vida é cheia de curvas: Uma reflexão sobre as mudanças e a importância delas, de Eugenio Mussak. Eugenio é colunista da revista Vida Simples, e adorei um texto dele e resolvi comprar o livro quando eu o vi na banca de revistas.

O que me tocou aqui foi a citação de Goethe:

Para ser o que eu sou hoje, fui vários homens e, se volto
a encontrar-me com os que fui, não me envergonho deles.
Foram etapas do que eu sou.
Tudo o que sei custou as dores das experiências.
Tenho respeito pelos que procuram,
pelos que tateiam, pelos que erram.
E, o que é mais importante, estou convencido de que
minha luz se extinguiria se eu fosse o único a possuí-la.

Essa citação me lembrou alguns processos, caminhos que eu passei para tentar me entender melhor e ainda estou passando, fazendo com que eu entenda algumas decisões que eu sustentei no passado e situações que tive que passar/lidar. Eu tinha que passar por isso, senão não seria o que eu sou hoje, não estaria fazendo as coisas que faço hoje.
Além de uma viagem exploratória, seja para pesquisa como curiosidade, eu acredito que eu fiz de Ruanda um caminho de descobrimento: descobrimento da minha negritude, da minha humanidade, dos meus sentimentos. É uma forma de me conectar mais comigo mesma e de aprender, entender sobre mim e meus anseios pessoais.
Um dia conversando com um amigo, eu falei que gostaria de conhecer minha descendência, saber de qual país da África meus familiares tiveram origem. Acho difícil eu conseguir essa informação, então achei bem legal e levo comigo a sugestão do meu amigo: adotar Ruanda como meu país de origem, descendência.



O caminho de descobertas e entendimento sobre você mesmo é longo, mas possível. Há tempos que gostaria de fazer isso e desde 2014 estou fazendo. Não me arrependo das coisas que eu vivi; das coisas que eu fiz (principalmente com pessoas) e me arrependi, tive a coragem de pedir desculpas e assumir o erro coisa o que dificilmente faria há alguns anos atrás.
Ruanda é isso, é meu caminho de descobrimento, dores e felicidades das experiências, vivência.

2 comentários sobre “[now] Nos caminhos da vida: Ruanda

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