Lidando com doenças

Algumas pessoas, especialmente aqueles amigos mais próximos sabem disso. Resolvi compartilhar com vocês porque preciso justificar aos meus apoiadores, parceiros, amigos a minha falta de informação no My Ruanda (especialmente no blog).
Desde quando cheguei aqui em Ruanda não me senti bem fisicamente. Pensei que era por causa da viagem longa, de carregar mala, empurrar mala e da emoção de finalmente chegar aqui – poderia ser também. De qualquer forma eu não melhorei, tinha dor de cabeça, dor no estômago, moleza e fraqueza.
Com tudo isso, na quarta-feira (18/11) decidi ir no médico, pensando que poderia ser algo pior e não estava dando a devida atenção. O médico passou alguns remédios para o estômago (com suspeita de infecção gastrointestinal, fiz exame de sangue e deveria deixar outros requerimentos para análise, mas como estava melhorando ao longo do final de semana não fiz isso. Piorei.

Na terça-feira (24/11) fui no hospital de novo para ver os exames e, mais uma vez, tentar ver o que tinha. Me desesperei pelo fato de estar em um país tão afastado do meu, sozinha, sem saber que raios de doença tinha. Comecei a chorar. A enfermeira da triagem, que lembrou de mim da semana passada que fui, falou: vai ficar tudo bem, não precisa ficar assim. Peguei meu exame de sangue e tudo negativo (malária, tifóide), então fui consultada mais uma vez para ver o que poderia ser feito.

Mais uma vez foi requisitado exames de fezes e urina (já que não tinha levado as amostras) e prontamente no dia seguinte (19/11) levei as amostras. Já estava até melhorando ao longo dos dias porque tinha parado de comer carne e outras coisas com pimenta (é, aqui as coisas são bem apimentadas). São 3 dias para obter os resultados, então passei lá no sábado (28/11). Tudo normal até que apareceu a bendita da ameba que estava me causando todo esse transtorno.

Desde que cheguei aqui (13/11) que almocei e já não estava me sentindo bem, mas a situação oscilou até a segunda feira (16/11). Saber o que eu tenho me deixou bastante feliz porque sei que é algo que pode ser tratado e não fico adivinhando o que tenho. Agora, pela primeira vez depois de duas semanas aqui em Ruanda, estou me sentindo melhor e correndo atrás do tempo que não aproveitei tão bem porque estava doente.

Por estar doente, preferi continuar no hostel para não incomodar ninguém (caso optasse pelo CouchSurfing). Acho que foi a melhor escolha porque não me senti sozinha e tive meu espaço para passar pelas turbulencias e efeitos colaterais do remédio.

Agora eu vou aproveitar o tempo que me resta do meu sonho, vou buscar ser feliz.

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