Sobre o encontro com Scholastique Mukasonga

“Sobrevivemos porque em vez de olhar o presente, pensamos o futuro” – Não pensei que encontraria uma pessoa tão humilde e animada. Fiquei muito feliz e com a animação renovada para ir para Ruanda.

Scholastique Mukasonga estreou na lista com seus dois livros: A mulher de pés descalços e Nossa Senhora do Nilo, ambos publicados pela também estreante Nós | © Juliana Lubini
Scholastique Mukasonga. Foto: © Juliana Lubini

Scholastique Mukasonga é uma ruandesa que vive na França,divulgando a história do seu país por meio da literatura. Atualmente a autora tem três livros traduzidos para o português, pela editora Nós: Baratas, livro autobiográfico o qual sua experiência durante o genocídio; Nossa Senhora do Nilo, uma narrativa que é desenvolvida no cenário da guerra civil ruandesa; e A Mulher dos Pós Descalços, um romance sobre sua mãe Stefania. Os livros tem um design de capa muito interessante, ‘combinando’ com o que o livro pretende passar: esperança e o dever da memória de outras pessoas que não tiveram chance de estarem aqui para contar.

Fiquei muito feliz de ter a oportunidade de vê-la na Feira do Livro de Porto Alegre. O primeiro encontro foi num bate-papo. Tinha que chegar antes para pegar as fichas, senão eu não conseguia entrar no teatro. Fiquei nervosa, porque queria muito ver o que ela tinha para dizer. Foi incrível escuta-la, vê-la falando de genocídio, da simbologia deste evento para ela, das histórias dos seus livros.

img_20181110_161715911Quando terminou, eu vi que outras pessoas estavam lá, falando com ela no palco. Eu fiquei de butuca olhando e pensando se eu poderia falar com ela. Esperei por alguns minutos e puxei Letícia para ir comigo lá falar com ela e tirar uma foto (vai que eu não conseguia fazer isso quando eu fosse assinar o livro?). E descobri que ela não falava ingleeees, hahahahaha. Mas o ruandês que trabalhava com ela falava inglês e me ajudou. Eu tinha mandado uma mensagem dia anterior dizendo seja bem vinda a Porto Alegre!

Ela foi muito gentil, falei que já estive em Ruanda e que queria ir pra lá de novo. Ela falou que eu parecia com uma ruandesa. Tentamos conversar um pouco como podíamos, mas já já seria a sessão de autógrafos, então eu e minhas amigas nos direcionamos para lá e nos deparamos com uma fila enooorme! De qualquer forma, chegamos até ela e foi muito lindo, ela é realmente muito fofa. Disse que estava me esperando em Ruanda e eu gostaria sim de encontrá-la quando eu estiver por lá.

Ainda não terminei de ler os livros dela, comecei com A Mulher dos Pés Descalços porque, da forma como ela contou sobre o livro, me deixou muito curiosa e tocada para conhecer mais sobre sua mãe e entender mais sobre as chagas do genocídio. É um livro forte, que prende a atenção e que me faz pensar nos amigos que fiz em Ruanda, com saudade.

 

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