Wakanda e as Relações Internacionais Parte 2 – O lugar da África nas Relações Internacionais

Meu segundo texto no Diário das Nações – a continuação

Diário das Nações

Camila Andrade

Iniciado com o primeiro texto sobre aspectos introdutórios, no “Wakanda e as Relações Internacionais – Parte 2” enfocaremos na África e as Relações Internacionais. É sempre bom falar sobre esse recorte porque é o que me motiva desde o final da minha graduação a estar na área de Relações Internacionais pesquisando o continente africano. E alguns pontos têm que ser ressaltados em relação a isso.

Como abordado no texto anterior, é interessante fazermos uma reflexão sobre o lugar da África nas Relações Internacionais. Todas as perguntas elucidadas anteriormente seguem por um caminho de questionamento do porquê o continente ainda é marginalizado nas agendas de pesquisa do mainstream do curso. Quando eu comecei a graduação em relações internacionais, em 2009, eu não tinha nenhuma matéria específica sobre África e seu universo: relações intracontinentais, política internacional, integração regional, economia, questões domésticas, conflitos, saúde e outras temáticas que podem ser aprofundadas…

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O que eu aprendi sobre o Mestrado

Coisas que a Camila do presente gostaria de dizer para a Camila que estava entrando no Mestrado.

Hoje vai ser um post meio nostálgico. Estava olhando umas fotos no meu drive e me deparei com a foto da minha turma do Mestrado. Fiquei olhando por alguns segundos, com aquele sentimento de que não sabia que metade das coisas fossem acontecer em 2 anos.

Turma de Mestrado em Relações Internacionais da UFSC, 2014.1 – Foto: acervo pessoal.

Não tinha ideia da pessoa que me tornaria hoje em dia. Olhando para essa carinha na foto, eu tenho ternura por ela ter tantos medos e inseguranças de estar trilhando no caminho das Relações Internacionais. Dá vontade de abraçá-la e dizer: tá tudo bem, você consegue!

Me mudar para o Sul, estar mais em contato com África, ir para Ruanda, escrever uma dissertação foram algumas das coisas que me aconteceram. Como eu lidei com isso? Eis o propósito desse post. Venho dar algumas dicas para vocês que querem seguir a carreira acadêmica, iniciando pelo Mestrado!

1. Tenha paciência com o seu processo de aprendizagem
Espero que você não esteja em uma turma que seja competitiva – essa é a marca dos alunos de Relações Internacionais, infelizmente. Caso você esteja, não se compare com seus coleguinhas. Se eles se mostrarem os sábios, que domina todas as áreas possíveis de RI, não se preocupe. Foque no teu processo e não se compare com ninguém. Fique feliz com suas pequenas vitórias e siga em frente!

2. Faça um planejamento do que você quer fazer em dois anos
Parece que não, mas o tempo passa muito (muito!) rápido em dois anos! Parece que você entra o mestrado já para sair! Pensando nisso, se você conseguir, faça seu cronograma/planejamento antes de entrar no mestrado, assim você saberá seus anseios, expectativas e acomodará em semestres as atividades que objetiva fazer.

3. Tente unir a teoria e a prática
Siiim, acho muito importante! Nosso curso é bem teórico, então por que não fazer uma ponte entre a teoria e a prática? Caso consiga fazer pesquisa de campo, seria uma boa forma de se aproximar mais da prática do seu enfoque de estudo!

4. Valorize a participação em eventos
Tudo bem que participar de eventos envolve custos, mas eu acho um ambiente interessante para o intercâmbio de ideias, de networking e de atualização de temáticas no campo das RI. Além disso, alguns programas tem uma cota para eventos que você pode solicitar – o valor não é muito, mas já é alguma coisa para você não arcar com o custo sozinh@.

5. Publicações, publicações!
É uma coisa que não me atentei desde a graduação e, caso você queira ser professor/professora, precisa prestar atenção nisso. Também não estou de acordo com aquelas pessoas que vivem para publicar, as vezes resquentando coisas que já escreveram. Acho que as coisas tem que ter um equilíbrio – a medida que você puder fazer isso. Então, atente-se à prazos de revistas, publicações em anais de eventos, enfim, se organize já no início do mestrado para isso. Outra coisa que pode te ajudar são os artigos finais das matérias: ao invés de você escrever e não aproveitar para nada, por que não fazer um artigo bacana, dentro de sua temática de pesquisa, e buscar uma plataforma para ser publicado?

6. Faça estágios docentes
Infelizmente a maioria dos cursos de RI não tem matérias voltadas a práticas pedagógicas, então a máxima aproximação a isso que você terá será com os estágios docentes. Então deixe de fazer, mesmo que não seja obrigatório – algumas bolsas o estágio é obrigatório.

7. Se envolva em projetos de extensão/grupos de pesquisa
Esse ponto é bem importante! Dependendo do tema que você esteja estudando, talvez não tenha algum grupo de pesquisa que você consiga encaixar-se, mas é interessante, na medida do possível, estar vinculada a algum grupo. Seus pares de pesquisa estarão lá, o fluxo de informações que sejam relevantes para a sua pesquisa também, enfim, é uma forma de você ser conhecid@ como pesquisador/pesquisadora.

8. Escolha um tema que te mova
Ah, esse é um dos principais pontos! Por mais que as coisas não estejam indo bem no Mestrado, se você tem uma pesquisa que te incita a buscar, a escrever mais, isso vai ser seu fator motivador a seguir adiante com as suas pesquisas, nos dias de nuvens e nos dias de sol. Claro que temos que estar alinhados de acordo com as pesquisas dos orientadores ou das linhas de pesquisas que nos inserimos, mas pense nisso. Se não te dá um calor no coração, se não te causa pequenos gritos internamente na hora de achar as respostas para as suas perguntas, talvez você poderia buscar outra temática/enfoque para estudar.

Esses foram os pontos que vieram a mente quando eu pensei no Mestrado! Caso vocês tenham algum ponto a considerar, me fala que eu faço uma segunda parte para falarmos sobre isso, ok? E lembre-se: se algo tira a sua paz, tente estar a uma distância segura para lidar com isso!

Como se preparar para o TOEFL?

Uma prova que exige muito preparo, treino e atenção para que você tenha um bom desempenho!

Olá, olá pessoal, tudo bem? Como prometido, hoje eu vou falar um pouco sobre o meu processo de preparação para fazer o TOEFL: contexto, ferramentas e conselhos. Como sugestão, anotem os seus pontos de dúvidas e depois podemos fazer um post mais específico sobre eles, ok?

O livro que eu usei para me preparar! | Foto: acervo pessoal.

Contexto – Em 2019.1 foi lançado o edital para Doutorado Sanduíche pela CAPES, o qual requeria exames de proficiência da língua do país escolhido para o processo seletivo. Como uma observação, caso a instituição estrangeira aceitasse a proficiência de inglês, já bastava para a CAPES. Como já tem algum tempo que eu estudo inglês, preferi escolher essa língua para ir para a Argentina. Eu já sabia que o TOEFL era difícil, mas não sabia que seria tão desgastante psicologicamente assim.

Eu acredito que o processo seletivo foi lançado em fevereiro não me lembro mais quando, então quando eu vi que as datas estavam muito apertadas (a última data para entregar os documentos era 01/04) eu fiquei nervosa, porque tinha que dar tempo para entrar em contato com a instituição estrangeira, preparar a documentação, fazer a prova de inglês e esperar pelo resultado. Ressaltando que a prova de inglês – ou seja, eu escolhi fazer o TOEFL – tem uma periodicidade e não tem em todas as cidades.

Procurei para fazer em Salvador (já que estava na cidade no momento que lançaram o edital), mas já não tinha uma data próxima. Como eu ia para o Rio Grande do Sul em março, resolvi dar uma procurada nas cidades por lá e encontrei em Caxias do Sul, então era pra lá que eu iria fazer a prova! Na época, a prova custou 300 dólares (R$ 911,00 na época), então hoje em dia acredito que está bem mais cara que isso – um tiro na cabeça, literalmente.

Ferramentas – Como eu tinha feito a inscrição logo que decidi me inscrever no processo seletivo, comecei a estudar. Tinha um livro muito mas muito antigo que comprei para estudar inglês, mas na real é mais específico para o TOEFL do que qualquer coisa. Mas qual é a diferença nisso?

Qual material você usa para se preparar? | Foto: acervo pessoal.

Bem, a diferença é que estudar para o TOEFL você tem que focar no funcionamento da prova, ou seja, é um estudo mais técnico do que gramatical, semântico, etc. Você tem que estudar cronometrando o tempo, vendo quais são suas debilidade e em quais áreas: listening, writing, speaking e reading. Quanto mais exercícios você fizer em tempo cronometrado, mais fácil você vai se preparar para a situação real da prova. E daí que entra a função do livro.

Eu estudei pelo livro, que tinha vários capítulos focados para as diferentes áreas. O bom é que tinha as respostas no final e dava para ver se o seu desempenho estava melhorando e qual área você precisava focar, isso me ajudou muito porque no final da preparação – já que eu tinha praticamente 1 mês para me preparar – eu já focava na minha área mais débil.

Além do livro físico, usei livros disponíveis na internet. Se você procurar, tem alguns materiais (livro, audio, etc) específicos para o TOEFL, até sites com práticas de exercícios para o TOEFL. Treine muito, vá logo para os exercícios. Não pense em ficar estudando gramática solta e afins. A medida que você vai fazendo os exercícios, você vai descobrindo se te falta algum vocabulário, se falta você escutar mais em inglês, enfim, você vai descobrindo com os exercícios. Foque na prática!

Conselhos – Eu não conhecia pessoas do meu círculo social que fizeram o TOEFL, então eu meio que me preparei no escuro para fazer a prova. De qualquer forma, deixo algumas práticas que me ajudaram a fazê-la.

~ Treine, treine, treine!
Acho que passei boa parte do texto falando isso, mas é verdade! Quanto mais você treina (e com um relógio/cronômetro do lado), mais você sabe se você consegue fazer a prova no tempo determinado. Seria 1h para cada parte, então imagina se você passa mais tempo em uma área e não tem mais tempo para fazer as demais? Treine, treine e treine!

~ Tenha um material físico
Se for possível (não é obrigatório), tenha um material físico. Por mais que a prova (se for do tipo IBT*) seja online, é interessante você ter um papel para rabiscar, talvez um livro ou apostila que você possa carregar por aí. Como eu sou uma pessoa que gosta de materiais físicos, combinados com digitais, tentei usar a maior parte das ferramentas que tinha em pouco tempo
Note: isso não quer dizer que o seu desempenho vai depender disso, cada um tem sua forma de aprender, cabe você ver qual é a melhor forma que aprende e processa as informações.

~ Escute em inglês
Músicas, séries, podcasts! Tudo de material que esteja disponível em inglês será bem vindo. Além disso, procure provas antigas para você saber mais ou menos como a parte do listening funciona!

~ Leia em inglês
Como os textos são de temáticas gerais (de geologia a uma grande gama de possibilidades), também é bom ler em inglês para ir treinando a leitura e o vocabulário. O bom de ir treinando é que na hora da prova você já bate o olho no texto em inglês e já instrumentaliza a leitura dinâmica.

~ Dicas no YouTube
No YouTube tem muitas dicas interessantes de pessoas que já fizeram a prova. Eu me lembro que na época eu assisti um vídeo de uma menina que acertou boa parte das questões. Uma das dicas que ela dava era justamente a leitura dinâmica – para eu não errar no repasse das dicas, dá uma olhada nos vídeos disponíveis e confere as táticas!

~ Cronometre os exercícios!
A duração da prova é de 4 horas, então cronometre 1 hora para cada área. A medida que você vá treinando junto com um cronômetro, você tem a noção de quanto tempo você tem para responder cada questão. Sério, isso é muito importante!

~ Tente manter a calma
Como tudo passa muito rápido, o comum é que bata o desespero se você não está conseguindo gerenciar o tempo. Respire fundo, saiba quais áreas que você tem mais dificuldade e de uma atenção especial para a área que você está obtendo bons resultados no exercício. E tente manter a calma, mesmo que nada esteja ao seu favor.

Bem, essas são as dicas gerais para se preparar para o TOEFL e, caso vocês queiram saber mais sobre pontos gerais do TOEFL (tipo, organização, duração da prova, etc), me fala que fica para um próximo post!

Wakanda e as Relações Internacionais – Parte 1 – Aspectos Introdutórios

Meu primeiro texto para o Diário das Nações!

Diário das Nações

Por Camila Andrade

Há um mês, nos deparávamos com a notícia de que Chadwick Boseman, o T’Challa do filme Pantera Negra, tinha falecido nos Estados Unidos. O choque da notícia foi sentido em muitos lugares, especialmente no Brasil, e hoje será iniciado um conjunto de três textos da série “Wakanda e as Relações Internacionais”. Neste primeiro texto, serão apresentados aspectos introdutórios para entendermos a relação do filme Pantera Negra com o contexto em que vivemos.

Chadwick Boseman foi um ator e produtor estadunidense que estrelou no papel de Pantera Negra, filme da Marvel, em 2018. Além de ser conhecido por Pantera Negra, Chadwick atuou em filmes como 42, Vingadores, Destacamento Blood, entre outros. Em 28 de agosto, foi informada a morte do ator devido a um câncer no cólon, comovendo fãs, pessoas que trabalharam com ele e instituições de direitos humanos. Mesmo Pantera Negra sendo baseada em uma história fictícia…

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[Cine África] O Enredo de Aristóteles

E a cada filme que eu vou assistindo do Cine África, me deparo sobre o meu desconhecimento do universo que é o cinema africano.

Pois bem, meus caros. Eis que começo o meu ritual de assistir o filme sem ter lido previamente a sinopse. Doce ilusão, porque com o Enredo de Aristóteles (1996) foi bem duro. Realmente começou o filme e eu estava me adaptando a entender o que estava acontecendo em um turbilhão de cenas, de formas irônicas, críticas e engraçadas.

Demorou um pouco para pegar no tranco com o filme e entender o que estava acontecendo. E nossa, que espetáculo. Não dá para assistir sem prestar atenção nas críticas feitas ao cinema norte americano que comanda o cinema dito ocidental. Todos aqueles “maravilhosos” xingamentos no início e ao longo do filme – em inglês, claro – já dizem qual seu papel no filme, tecendo críticas para representação tão conhecidas no cinema hollywoodiano: Bruce Willis, Schwazenegger, Nikita, etc.

Cena do filme O Enredo de Aristóteles (1996). Foto: Da Janela

Nesse contexto, Jean-Pierre Bekolo (Camarões) é convidado para fazer um documentário representando o continente africano. Curiosamente, O Enredo de Aristóteles vai questionar justamente essa visão estereotipada que reproduzem do africano e do próprio cinema desenvolvido no continente – o que dá um sentido fantástico ao filme.

No mesmo sentido que o filme da semana passada, Fronteiras, os cineastas percebem o seu papel político na produção do filme e como estes podem contribuir para uma visão do continente pelos africanos e externamente. Em O Enredo de Aristóteles, elementos como a posição que os brancos ocupam no filme, a cultura dos Estados Unidos influenciando o continente e a própria instrumentalização do uso do inglês são alguns aspectos brilhantes que proporciona uma narrativa sui generis ao filme.

Na entrevista disponibilizada na Plataforma do Sesc Digital é possível entender melhor os anseios do cineasta Jean-Pierre Bekolo em que, 24 anos depois do filme lançado, apresenta ainda questões relevantes aos dias atuais. Enfim, não vou falar mais sobre o filme senão perde a graça para assistir. Mas eu recomendo e vá preparad@ para pegar as entrelinhas do enredo propriamente dito!

Lembrando que o Cine Africa acontecerá até o dia 2 de dezembro e a cada quinta-feira será lançado um novo filme. Então corre para ver este!

Go Rwanda, My Ruanda!

[Cine África] Fronteiras

Histórias diferentes que se cruzam nas fronteiras. História de mulheres que, por muitas vezes, são invisibilizadas.

Pasma. Eu estou ainda pasma, animada, excitada, dando gritos internamente. Acabei de assistir o filme e tenho que dizer que o filme realmente me surpreendeu. Não, meu caros, não que eu duvidasse da produção cinematográfica africana, mas a reviravolta tão grande que deu na minha cabeça na percepção de ver o filme. AMEI!

Imagem: divulgação

Quando eu fui assistir o filme, eu não olhei a sinopse justamente para não “contaminar” a imagem que eu teria do filme, então eu fui no embalo mesmo e vendo onde ia que dar. Sabia que era uma história de mulheres que as histórias iam se cruzar justamente nas viagens das fronteiras, mas nada mais além disso.

Pois bem! O filme vai mostrar uma viagem do Senegal até a Nigéria (ou seja, Senegal, Mali, Burkina Faso, Benin e Nigéria…ufa!), mostrando como as mulheres lidam com as adversidades nesse caminho, especialmente em relação à corrupção das fronteiras. É bem interessante como uma das personagens fala que é permitido a livre circulação de pessoas e bens, ms na prática vemos que não é bem assim – e aqui na América do Sul também acontece esse tipo de coisa, não se enganem!

Quando o filme começou, acho que eu tinha uma visão meio estereotipada do que poderia ser. Fiquei meio “não estou gostando das primeiras cenas”, mas só com o decorrer do filme eu percebi o tom de comédia atrelado ao drama para tratar de temas tão importantes…temas reais. E foi assim que eu passei a ficar tão vidrada no filme que eu esperava para ver como o final iria se desenrolar!

Anotei tanta coisa ao longo do filme, que nem sei se coloco aqui ou não faço spoiler (prévias) do filme, hahahahahah. Só sei que eu achei fantástico ver a evolução das personagens ao longo do filme. Como é importante a união entre as mulheres, essa preocupação, esse sentimento de ajuda. Ver também como a dureza da vida/das situações moldam as pessoas. A fotografia do filme…nem se fala! Como eu fiquei com saudade de Ruanda, de ver o verde se misturando com o concreto. Da vida vibrante – ah, não sei explicar.

O filme também tece uma crítica, como eu falei antes, sobre como as fronteiras são manejadas: todo mundo quer se beneficiar delas. Como que as ‘leis’ acabam sendo estabelecidas nas fronteiras, se podemos dizer assim. E eu não tinha ideia de como seria cruzar as fronteiras, na África, se seria difícil (com burocracias) ou não. Cheguei a ir até a fronteira da República Democrática do Congo, mas não cheguei a cruzar.

Bem, de qualquer forma, esse textinho é a ponta do iceberg que é o filme. Eu realmente gostei dele e o final não é nada previsível, realmente me surpreendeu. Além do filme, tinha uma entrevista com a realizadora do filme, Apolline Traoré (Burkina Faso), de 12 de agosto de 2020, super fresquinha! O filme foi lançado em 2017, no festival que é o coração cinematográfico da África: FESPACO.

Fico por aqui e acompanhem o Cine África, uma iniciativa da Mostra de Cinemas Africanos, em parceria com o Sesc São Paulo. A cada quinta feira eles lançam na plataforma do SESC um novo filme. O Cine África vai até 2 de dezembro, não percam!

Go Rwanda, My Ruanda!