[Especial 1 ano] 13 de novembro: o dia que realizei meu sonho

Eu andava procrastinando todo tipo de emoção. Ver fotos, as vezes falar com pessoas, ter que ler coisas bonitas, relembrando fatos passados, …
Histórias para os netos, dizia elas.

Hoje, após terminar um projeto que estava peleando em sair construindo, me deparei no vazio de fazer as coisas correndo, em uma determinada data limite. Fiquei doente a semana toda, com dor de estômago, irritada, imaginando se não conseguisse entregar no prazo. Realmente esse lance de tomar decisões afeta qualquer um. Um dia você pode estar vivo, no outro morto; perto de quem você gosta, longe. Fazer escolhas não são fáceis, mas são necessárias.
Eis que no vazio da noite sem ter que ler necessariamente, resolvo ler (depois de quase 4 meses) minhas mensagens de aniversário. É, de fato demoro menos tempo para ler, porque quem é próximo de mim sabe o quanto acho especial datas de aniversário. E lá fui eu, ler as mensagens. Imediatamente abri um sorriso, uma emoção, energia tomou conta de mim, comecei a chorar. Ao mesmo tempo que vi as mensagens, automaticamente associei à Ruanda, e todo o processo que passamos juntos.
Ontem completou um ano que me deparei com a realidade do meu sonho. Por tanta coisa ter acontecido no meio tempo, perto da viagem eu não estava animada: estava mais com medo do que qualquer outra coisa. Mas para aqueles que já ouviram a história 300 vezes, hahaha tanta gente cruzou o meu caminho na viagem que, quando eu estava pronta para ir a Ruanda, minha energia automaticamente mudou: estava segura, estava confiante que ia chegar lá e ia me virar…ia dar um jeito.
Meu lar por um mês: Discovery Rwanda Hostel
Voltando as mensagens de aniversário, lembrei das pessoas na minha vida. Conversei com um amigo ontem sobre a estranheza que sempre sinto no fluxo de pessoas na vida. Claro, sabemos que pessoas tem propósitos, então elas podem ficar, podem sair, podem sair e voltar e assim vai. Mas ainda assim é estranho me deparar com essa falta, com essa saudade de estar com elas e não poder.
O que marcou ontem/hoje foi isso: essa saudade tamanha das pessoas que tanto amei, gostei, troquei experiências, sorri, brinquei, realizei. Ver as mensagens de aniversário amenizou o sentimento de que, por mais longe que estejam, sem contato ou perto, eu estarei aqui, com todo o meu sentimento. Amando, gostando, sentindo.
Mesmo com a dor, espero ainda sentir muito, porque prefiro chorar de alegria, felicidade, amor do que não sentir nada.

Feliz aniversário de 1 ano, Ruanda.

[Especial 1 ano] Há 1 ano começa nossa jornada rumo a Ruanda!

Pra mim está sendo bem difícil escrever. Relutei, posterguei, não quis ver as fotos (e ainda não vi todas, só passando o olho naquela velocidade, sabe?).
1 de novembro de 2015: cá estava eu no aeroporto de Guarulhos, esperando pelo meu vôo para Genebra (escala em Madri). Cheguei algumas horas antes, claro, justamente por ser um vôo internacional. Estava nervosa, estava me sentindo uma criança sem saber o que fazer para onde ir…mas mesmo nessas situações encontramos forças para transparecer que estamos tranquilinhas (hauhauhauha).
Depois de fazer o check in tranquilamente, vou almoçar. Já sabia que os restaurantes no aeroporto eram umas facadinhas, mas foi um baque na hora quando eu vi (mas pobrezinha, ia ter um baque maior ainda quando chegasse em Genebra, hauhauhauhau!). Escolhi um restaurante para fazer minha refeição bem feita, partindo do pressuposto que quando eu começasse a viajar, eu não poderia bancar a ryka para comer carne, bons pratos, etc.

Recordar é viver! Sala de embarque do aeroporto de Guarulhos (SP), 2015.
Vou para a sala de embarque, na esperança de ter internet por lá para eu avisar a todos “gente, estamos começando a jornada!”. Eu não estava processando (e, te juro, ainda não processei tudo) o que estava acontecendo. Nessas idas e vindas do nervoso, conheci o Axel Valenzuela, argentino que, se me lembro bem, estava indo para a Europa (para Espanha, mas em outro vôo). Estava tão tensa que nem conversei com ele direito, coitado! Hauahuahuahua! Mas que bom que trocamos contato e seguimos conversando (deu para dizer que não era metida ou mal humorada, estava nervosa mesmo).

Na fila para entrar no avião, fiquei lá, observando as pessoas. Alguns brasileiros tranquilos, outros se achando dyvos e rycos por estarem viajando internacionalmente (estava na cara deles, creiam), alguns estrangeiros. Entrei no avião, sentei e me deparei com uma moça gentil que iria me acompanhar até Madri. Foi muito legal perceber alguém aberto para conversar, ajudar (na hora do “não sei como faz…o que serve isso?”, hahahahaha), me acompanhar na imigração e esperar até a hora do próximo vôo.

Segui mais relaxada para o próximo vôo, já pensando em como seria chegar em Genebra: paisagem, pessoas, o que fazer. AAAAAIIII! ❤

Gente, me desculpe por demorar por narrar todo esse sentimento. De qualquer forma, acho fascinante ter esse contato com vocês agora porque maturei a ideia de ter viajado, de como foi a viagem e o significado dela na minha vida. Amanhã eu conto mais detalhes sobre a chegada em Genebra!

PS: Quer saber tudo sobre a viagem? Não percam o Webinar do My Ruanda Brasil no dia 8 de novembro, às 21h30 (horário de Brasília!).

#gorwanda #myruanda