Quem sou eu

44685722_358202214951082_1858587234907403558_n
Camila Andrade, baiana, Analista de Relações Internacionais pelo Unijorge – Bahia,  Doutoranda em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e especialista em Gerenciamento de Projetos pelo Senac Santa Catarina.

 

Comecei a me aproximar da África, especialmente de Ruanda, em um curso de inverno do Cedin em Belo Horizonte, em 2012. A partir disso, troquei o tema da minha dissertação para trabalhar com o Genocídio de Ruanda em 1994 e o envolvimento da sociedade internacional.

Curso de Inverno em Direito Internacional do Cedin. Belo Horizonte (MG), 2012.

Me envolvendo com estudos sobre Ruanda percebi que a academia brasileira de Relações Internacionais produzia pouco debate acadêmico sobre a África, especialmente tratando-se de estudos/matérias em universidades.

Entrando no Mestrado em Relações Internacionais da UFSC comecei a pesquisar sobre a Cooperação Internacional Descentralizada (CID) na África: existe? De que forma funciona cooperação? Aprofundando mais ainda, descobri que em Ruanda existia uma associação de governo local (RALGA) e a mesma era participante de redes de cidades (como a UCLG). Escolhi Ruanda como meu estudo de caso, dando continuidade as pesquisas de 2012, mas em uma perspectiva contemporânea.

Para incitar mais trabalhos acadêmicos sobre a África e contribuir para a documentação da CID em Ruanda, desenvolvi uma pesquisa de campo de 12 dias pela Europa (Genebra e Antuérpia) e um mês em Ruanda, a qual me possibilitou um contato maior com as práticas internacionais descentralizadas em Ruanda e uma noção maior do que os ruandeses entendem de CID. A pesquisa de campo também possibilitou a realização de uma vontade pessoal de aproximar a teoria da prática e a realização do trabalho na forma de uma dissertação.

Mas como eu consegui ir a Ruanda? Com a ajuda, claro, de pessoas que iluminaram meus caminhos desde todo o processo de incentivo a operacionalizar a viagem como no retorno!

 

As pessoas que me conheceram desde 2012 (nascimento do meu sonho) sabiam da minha vontade de viabilizá-lo. Quando finalmente decidir colocar em prática, percebi que não era apenas mais meu sonho, e sim uma combinação das histórias de pessoas que acompanharam e viabilizaram, de alguma forma, a chegar em meu Momentum: de ir a Ruanda. 

“My life was never just one story. It was many stories.” 
(Once Upon a Time)

 

Na preparação para operacionalizar a viagem. Março, 2015.
Quando eu compartilhava o meu sonho as pessoas riam da minha cara, diziam que eu era pobre e não ia conseguir: “é muito idealismo, Camila”. Quero compartilhar a minha ideia para as pessoas perceberem que sim, é possível alcançar seus sonhos/objetivos e, especialmente, quando o sonho se torna coletivo. Não esperava, além de realizar meu sonho, fortalecer mais ainda o meu objetivo de vida: o de ajudar pessoas. Dessa vez, eles me ajudaram (não apenas financeiramente, mas com suporte psicológico, um empurrãozinho, um ombro amigo). Amanhã será eu ajudando eles.
O sonho nasceu em 2012. Decidi, em 2015, com todas as forças, que iria tornar o sonho em realidade. Criei o blog/fan page do My Ruanda e lancei a campanha de arrecadação.
Os passos para finalmente viajar foram cruéis, passei por altos e baixos. Isso me aproximou de pessoas que nem sequer eram minhas amigas. Eram profissionais de Relações Internacionais, eram anônimos, eram sites na internet apoiando. Perceber que as pessoas estavam se interessando pela África por causa da minha viagem me emocionou e me motivou a querer seguir no caminho de disseminação de informação sobre a África e arrecadação de fundos.
Blog do My Ruanda Brasil saindo do forno! Dezembro, 2014.
A pesquisa de campo, em seu geral, foi desafiadora e bem complicada, por ser um campo ainda não desenvolvido aqui no Brasil. Tive problemas com a estrutura da dissertação, com aportes teóricos. Mas com o apoio (imenso) de amigos, familiares e colegas de área consegui ultrapassar a barreira das divagações teóricas em entregar Do Coração da África para as Articulações Internacionais: a Cooperação Internacional Descentralizada em Ruanda a partir de 2003.
Trabalho finalizado. Setembro, 2016.

Doeu, cresci, sorri, chorei, me apaixonei, odiei, questionei, duvidei, sofri, superei, enfrentei, dediquei, compartilhei, amei, doei, libertei. Eu só tenho que agradecer. Por todas as pessoas que conheci, pelos desafios enfrentados e pela realização do meu sonho. IMPAGÁVEL. Sorrio e choro só de lembrar da tamanha sorte de finalmente dar um pulinho em Ruanda, de conhecer pessoas maravilhosas, de crescer com essa experiência incrível.

#gorwanda #myruanda #rwanda #ruanda #internationalrelations #ndagukumbuye #ndagukunda