Como se preparar para o TOEFL?

Uma prova que exige muito preparo, treino e atenção para que você tenha um bom desempenho!

Olá, olá pessoal, tudo bem? Como prometido, hoje eu vou falar um pouco sobre o meu processo de preparação para fazer o TOEFL: contexto, ferramentas e conselhos. Como sugestão, anotem os seus pontos de dúvidas e depois podemos fazer um post mais específico sobre eles, ok?

O livro que eu usei para me preparar! | Foto: acervo pessoal.

Contexto – Em 2019.1 foi lançado o edital para Doutorado Sanduíche pela CAPES, o qual requeria exames de proficiência da língua do país escolhido para o processo seletivo. Como uma observação, caso a instituição estrangeira aceitasse a proficiência de inglês, já bastava para a CAPES. Como já tem algum tempo que eu estudo inglês, preferi escolher essa língua para ir para a Argentina. Eu já sabia que o TOEFL era difícil, mas não sabia que seria tão desgastante psicologicamente assim.

Eu acredito que o processo seletivo foi lançado em fevereiro não me lembro mais quando, então quando eu vi que as datas estavam muito apertadas (a última data para entregar os documentos era 01/04) eu fiquei nervosa, porque tinha que dar tempo para entrar em contato com a instituição estrangeira, preparar a documentação, fazer a prova de inglês e esperar pelo resultado. Ressaltando que a prova de inglês – ou seja, eu escolhi fazer o TOEFL – tem uma periodicidade e não tem em todas as cidades.

Procurei para fazer em Salvador (já que estava na cidade no momento que lançaram o edital), mas já não tinha uma data próxima. Como eu ia para o Rio Grande do Sul em março, resolvi dar uma procurada nas cidades por lá e encontrei em Caxias do Sul, então era pra lá que eu iria fazer a prova! Na época, a prova custou 300 dólares (R$ 911,00 na época), então hoje em dia acredito que está bem mais cara que isso – um tiro na cabeça, literalmente.

Ferramentas – Como eu tinha feito a inscrição logo que decidi me inscrever no processo seletivo, comecei a estudar. Tinha um livro muito mas muito antigo que comprei para estudar inglês, mas na real é mais específico para o TOEFL do que qualquer coisa. Mas qual é a diferença nisso?

Qual material você usa para se preparar? | Foto: acervo pessoal.

Bem, a diferença é que estudar para o TOEFL você tem que focar no funcionamento da prova, ou seja, é um estudo mais técnico do que gramatical, semântico, etc. Você tem que estudar cronometrando o tempo, vendo quais são suas debilidade e em quais áreas: listening, writing, speaking e reading. Quanto mais exercícios você fizer em tempo cronometrado, mais fácil você vai se preparar para a situação real da prova. E daí que entra a função do livro.

Eu estudei pelo livro, que tinha vários capítulos focados para as diferentes áreas. O bom é que tinha as respostas no final e dava para ver se o seu desempenho estava melhorando e qual área você precisava focar, isso me ajudou muito porque no final da preparação – já que eu tinha praticamente 1 mês para me preparar – eu já focava na minha área mais débil.

Além do livro físico, usei livros disponíveis na internet. Se você procurar, tem alguns materiais (livro, audio, etc) específicos para o TOEFL, até sites com práticas de exercícios para o TOEFL. Treine muito, vá logo para os exercícios. Não pense em ficar estudando gramática solta e afins. A medida que você vai fazendo os exercícios, você vai descobrindo se te falta algum vocabulário, se falta você escutar mais em inglês, enfim, você vai descobrindo com os exercícios. Foque na prática!

Conselhos – Eu não conhecia pessoas do meu círculo social que fizeram o TOEFL, então eu meio que me preparei no escuro para fazer a prova. De qualquer forma, deixo algumas práticas que me ajudaram a fazê-la.

~ Treine, treine, treine!
Acho que passei boa parte do texto falando isso, mas é verdade! Quanto mais você treina (e com um relógio/cronômetro do lado), mais você sabe se você consegue fazer a prova no tempo determinado. Seria 1h para cada parte, então imagina se você passa mais tempo em uma área e não tem mais tempo para fazer as demais? Treine, treine e treine!

~ Tenha um material físico
Se for possível (não é obrigatório), tenha um material físico. Por mais que a prova (se for do tipo IBT*) seja online, é interessante você ter um papel para rabiscar, talvez um livro ou apostila que você possa carregar por aí. Como eu sou uma pessoa que gosta de materiais físicos, combinados com digitais, tentei usar a maior parte das ferramentas que tinha em pouco tempo
Note: isso não quer dizer que o seu desempenho vai depender disso, cada um tem sua forma de aprender, cabe você ver qual é a melhor forma que aprende e processa as informações.

~ Escute em inglês
Músicas, séries, podcasts! Tudo de material que esteja disponível em inglês será bem vindo. Além disso, procure provas antigas para você saber mais ou menos como a parte do listening funciona!

~ Leia em inglês
Como os textos são de temáticas gerais (de geologia a uma grande gama de possibilidades), também é bom ler em inglês para ir treinando a leitura e o vocabulário. O bom de ir treinando é que na hora da prova você já bate o olho no texto em inglês e já instrumentaliza a leitura dinâmica.

~ Dicas no YouTube
No YouTube tem muitas dicas interessantes de pessoas que já fizeram a prova. Eu me lembro que na época eu assisti um vídeo de uma menina que acertou boa parte das questões. Uma das dicas que ela dava era justamente a leitura dinâmica – para eu não errar no repasse das dicas, dá uma olhada nos vídeos disponíveis e confere as táticas!

~ Cronometre os exercícios!
A duração da prova é de 4 horas, então cronometre 1 hora para cada área. A medida que você vá treinando junto com um cronômetro, você tem a noção de quanto tempo você tem para responder cada questão. Sério, isso é muito importante!

~ Tente manter a calma
Como tudo passa muito rápido, o comum é que bata o desespero se você não está conseguindo gerenciar o tempo. Respire fundo, saiba quais áreas que você tem mais dificuldade e de uma atenção especial para a área que você está obtendo bons resultados no exercício. E tente manter a calma, mesmo que nada esteja ao seu favor.

Bem, essas são as dicas gerais para se preparar para o TOEFL e, caso vocês queiram saber mais sobre pontos gerais do TOEFL (tipo, organização, duração da prova, etc), me fala que fica para um próximo post!

[Sobre criar oportunidades] Volunteer Vacations (VV)

Se fala muito sobre justiça social e como podemos mudar o mundo em que vivemos, especialmente sendo antirracistas. Você sabe como fazer?

Pois bem! Eu me perguntei a mesma coisanão a parte de ser antirracista, mas de mudar a realidade em que eu vivo – e desde quando eu estava na graduação de RI eu pensava em como eu posso fazer isso. Como, COMO? É a grande pergunta. Às vezes pensamos que vamos fazer isso em grandes organizações (ONU e ONGs famosas), viajando pelo mundo…e está tudo bem, uma coisa não exclui a outra. Mas e quem não tem dinheiro para viajar? E quem ainda não tem as skills tão solicitadas para trabalhar em grandes organizações? Fica parad@?

Eu lembro que fui assistir o documentário/filme sobre a vida de Sebastião Salgado (O Sal da Terra, já farei uma resenha sobre) e eu chorei muito ao longo da exposição. Ao mesmo tempo que eu via a dor em Ruanda, eu via que ele conseguiu usar um instrumento para causar um impacto social: a câmera, a fotografia. Daí eu saí do filme ainda chorando, e perguntei para meu ex-namorado: e eu? como eu vou ajudar as pessoas? Eu não tenho nada!

Nossa…só de pensar nessa cena me dói o peito. Porque eu realmente tinha essa dor no coração por não me ver fazendo algo que eu acreditava que era que eu tinha que fazer, que era ajudar pessoas. Como eu estava fazendo isso, estudando puramente RI? Fazendo mestrado? Pesquisando? – vi que eu tinha mais perguntas do que respostas. Eu via a facilidade de algumas pessoas inserindo-se em lugares que eu não imaginava estar e eu questionava o porquê que eu não conseguia chegar, o que eu estava fazendo errado.

Hoje, no contexto que estamos vivendo do Coronavírus, eu entendi o porquê eu não assumia alguns espaços: oportunidades. nem todos tem a oportunidade de não se preocupar com o futuro financeiro, nem todos tem a preocupação de te aceitarem pela sua aparência, nem todos tem que comprovar constantemente quem é você – quem é você? de onde você é? o que você faz? você sabe falar várias línguas? já viajou para outros países? -> ou seja, constantes testes.

Por que eu estou falando sobre isso tudo? Porque exatamente quando eu me perdi, eu me encontrei. Nesse contexto infernal da pandemia, onde eu realmente tinha perdido o sentido do que eu estava fazendo, eu recebi oportunidades para ressignificar e assegurar o meu papel nessa luta constante. Comecei a fazer cursos na Volunteer Vacations (VV) que me proporcionou ter um conhecimento do campo que muitas vezes não vemos na academia e, mais ainda, ter contato com pessoas incríveis!

Ter experiência de questões humanitárias, ter um pensamento descolonizante e antirracista, ser um posicionamento face às questões globais…que organizações fazem isso? E ainda oferece bolsa? Pois bem, desconheço. Tive o prazer de ser indicada para participar desse universo tão mágico e eu convido vocês a darem uma olhadinha no site deles, vale muito a pena – e não, não é somente porque eu estou fazendo o curso, porque eu realmente consigo me ver adiante atuando, pensando em como eu posso fazer, independentemente de grandes organizações, o meu papel localmente como agente de mudança.

VV Ruanda
Mini participação no curso da VV falando sobre Ruanda

E no sábado passado (25 de julho) fiz uma minizinha participação na aula falando sobre Ruanda. Olha, que felicidade de participar e fazer o que eu tenho como objetivo com o My Ruanda: democratizar o conhecimento sobre África nas Relações Internacionais! Ah, esse dia 25 foi um grande dia (além de ser o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha)! Obrigada por tudo, VV!!

Sobre o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

25 de julho, dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. E o que temos a ver com isso?

Já tem alguns anos que ouço falar nesse dia, mas não percebia um destaque no âmbito da mídia em relação à isso. Passava, acontecia, e nada era falado, debatido, reflexionado. Isso me incomodava, como tantos outros dias temáticos criados para reconhecer a importância de algo ou marcar datas que foram importantes. Mas e o dia internacional da mulher negra, o que passa com ele?

Em 1992 aconteceu uma reunião, que reunia mulheres negras latino-americanas e caribenhas, para justamente falar sobre as desigualdades existentes no sistema, e o quanto há ainda muito trabalho a ser feito para minimizar essas desigualdades. Com a importância desse encontro, foi batizado o dia 25 de julho como conhecemos hoje.

Ainda mais interessante é que em 2014, durante o governo Dilma, foi sancionada uma lei que instaurava também o dia 25 de julho como o dia Nacional de Tereza de Benguela. Mas que raios é ela, você a conhece? Como tantas outras mulheres negras invisibilizadas, Tereza foi escolhida para mostrar que sim, além de Zumbi dos Palmares e outras figuras masculinas na nossa história, também existiram mulheres que lutaram na resistência – e negras.

Tereza de Benguela foi líder do Quilombo de Quaritetê, após a morte do seu marido. Dizem que ela foi morta em 1977, mas não sabem ao certo as causas da morte. Enquanto o quilombo, foi atacado diversas vezes, resistindo até 1795, ano da sua extinção. Realmente eu sei muito da história e gostaria demais saber detalhes sobre, então quem tiver livros para indicar ou documentários, só me chamar.

Bem, essa é a parte histórica, Camila. Então, o que isso contribui para o nosso dia-a-dia? Nooossa, contribui por demais! Hoje foi um ano que, pra mim, foi histórico no quesito de representatividade da mulher, especialmente da mulher negra. Talvez por eu estar mais envolvida diretamente nas redes sociais e militando (da forma que eu posso) eu tenha visto mais coisas, mas com as manifestações antirracistas nos autodefinimos mais ainda para a nossa comunidade preta – falamos para nós mesmas que não estamos sozinhas!

Flyer 25 de julho

Pela primeira vez eu participei de movimentações em relação ao dia. Fui convidada pela futura psicóloga Karen Barcelos para falar sobre repensarmos o lugar da mulher negra na sociedade. Foi uma experiência muito linda porque éramos duas mulheres negras compartilhando experiências, mesmo que de áreas, idades distintas. Consegui me ver nela e foi um bom momento para eu renovar as energias para seguir na luta, para seguir na academia. Não vou mentir que me emocionei no final da live, ah…foi como um presente estar ali!

Antes disso (às 13h) tinha colocado minha avó para falar em uma live no Instagram sobre a experiência dela como mudar negra – pra que melhor pessoa para falar de movimentações sociais de classe, mesmo sendo mulher e negra? Tive feedbacks importantes, especialmente por considerar os passos dos nossos ancestrais, de pessoas mais velhas. Imagina se está ruim para a gente, imagina como estava para eles? É agradecer aos ancestrais por todo o caminho percorrido.

Live Minha Avó post

E enfim, isso justifica também a minha postagem fora do prazo porque eu sou péssima em me organizar em datas comemorativas, mas sigamos aqui, tinha que parar e fazer um post bonitinho contando essa experiência que realmente mudou os significados e minha percepção em relação a esse dia.

Sobre se sentir perdid@ na quarentena

Será que todo mundo está perdido como eu nessa quarentena? ~
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Sempre penso em possíveis posts para o MyRuanda, especialmente agora que estou trabalhando tanto com negritude, feminismo negro e afins. Nossa, fiz um curso sobre Filosofia Africana! Amanhã vou começar um curso sobre África na Política internacional, uaaau! Tudo que eu quero!
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Tudo que eu quero? Não sei. Essa quarentena me fez ver que muitas das coisas eu não posso controlar, inclusive os percursos da minha carreira. Me senti desanimada, desestimulada, sem cor. Como continuar estudando sem algo que me motiva? Qual é a verdadeira razão para estar fazendo tudo isso?
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Continuo (ainda) sem uma resposta concreta. Mas isso não me desmotivou a conversar com meus pares acadêmicos, me aprofundar mais sobre o pensamento feminista negro (vai ter muito post por aqui sobre isso) e (tentar) conversar sobre a saúde mental na academia. Isso é muito importante, gente.
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Eu amo postagens das pessoas sobre produções na pandemia, mas eu também vou postar sobre o outro lado da moeda porque é importante.

Sun - My Ruanda

[Live Instagram] Sobre falar com uma ruandesa no Brasil

E nesses encontros e reencontros da vida, eis que encontramos uma ruandesa vivendo no Brasil!

Axana Uwimana
Axana Uwimana | Foto: acervo pessoal

A nossa entrevistada se chama Axana Uwimana, 26 anos, formada em Serviço Social pela Universidade Católica Dom Bosco (MS) e atualmente mora em Campo Grande.  Gosta de bastante cultura, de arte, música, teatro e dança populares.

Como vocês vão ouvir no vídeo, a Axana é nascida em Ruanda, mas não teve contato com a guerra. Suas palavras transmitem a sobrevivência de sua família e como ele se adaptam no contexto brasileiro. Então, o intuito da entrevista é justamente saber um pouquinho mais da história dela, como se inseriu na sociedade brasileira, curiosidades da ida para Ruanda e seus sentimentos em relação à Brasil e África.

Tenho que confessar que pra mim foi um encontro virtual lindo, porque ela tem uma energia incrível e super aberta para conversar de qualquer tema com as pessoas. Realmente eu fico feliz de ter concretizado essa entrevista com ela e de poder compartilhar com vocês em primeira mão!

Para quem não teve a oportunidade de assistir ao vivo a entrevista concedida pela Axana Uwimana no Instagram do My Ruanda, gravamos o áudio/vídeo da nossa conversa e disponibilizamos por aqui.

Obs: A partir do minuto 3:08 que temos áudio, desculpa pela falha técnica!

Se alguém quer fazer alguma pergunta para ela, deixa nos comentários que a gente te retorna!

Go Rwanda, My Ruanda! ❤

Sobre quando temos que escrever e não temos ânimo

Entreguei meu Capítulo 1. YEEEY, finalmente. E o ânimo de começar tudo do zero para fazer o Capítulo 2? =(

Eis que estou aqui na frente do computador com a minha lista pronta com as leituras que eu tenho que fazer para o capítulo dois da minha tese. Quanto mais eu achava autores que falassem justamente sobre o recorte do capítulo, eu imaginava “meu Deus, eu não tenho tempo para ler isso tudo…meu Deus, EU NÃO TENHO TEMPO“.

Não sei vocês, mas estou correndo contra o tempo. Fiquei muito tempo estacionada no primeiro capítulo, como que tentando montar um quebra cabeça de mil peças pequenitas e não estava entendendo se estava indo no caminho certo ou se estava tudo errado – tinha medo, e o medo na maioria das vezes sempre me paralisa.

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O caos existencial de ter que lidar com tanta bibliografia. Foto: Pexels

Quando eu finalmente consigo entregar o primeiro capítulo, me sobe um pânico de tudo estar errado, de eu estar seguindo em um caminho errado, de os prazos estarem passando, de eu não ter tempo. Gente, se arrependimento matasse, acho que estaria escrevendo desde 2017, o ano que eu entrei no doutorado. Porque é isso, quanto mais você lê, mais aparece coisa para ler, mas aparece coisa pra fazer.

Como gerenciar tudo isso? Como não perder a motivação diante da situação? Porque fazer, temos que fazer…mas poderia ser prazeroso, poderia ser menos dolorido. Então se vocês tiverem dicas (que não seja sentar a bunda na cadeira e fazer, já estou fazendo isso) estou escutando vocês ❤

E go Rwanda, My Ruanda!