Sobre se sentir perdid@ na quarentena

Será que todo mundo está perdido como eu nessa quarentena? ~
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Sempre penso em possíveis posts para o MyRuanda, especialmente agora que estou trabalhando tanto com negritude, feminismo negro e afins. Nossa, fiz um curso sobre Filosofia Africana! Amanhã vou começar um curso sobre África na Política internacional, uaaau! Tudo que eu quero!
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Tudo que eu quero? Não sei. Essa quarentena me fez ver que muitas das coisas eu não posso controlar, inclusive os percursos da minha carreira. Me senti desanimada, desestimulada, sem cor. Como continuar estudando sem algo que me motiva? Qual é a verdadeira razão para estar fazendo tudo isso?
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Continuo (ainda) sem uma resposta concreta. Mas isso não me desmotivou a conversar com meus pares acadêmicos, me aprofundar mais sobre o pensamento feminista negro (vai ter muito post por aqui sobre isso) e (tentar) conversar sobre a saúde mental na academia. Isso é muito importante, gente.
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Eu amo postagens das pessoas sobre produções na pandemia, mas eu também vou postar sobre o outro lado da moeda porque é importante.

Sun - My Ruanda

[Off topic] Sobre quando tudo parece estar dando errado

[Edit: post escrito em 21 de fevereiro e retomado hoje, vamos ver no que dá]

“Tem épocas que são apertadas. Que a gente luta contra o tempo e parece que mesmo assim não adianta. Que a gente tem tantas possibilidades (e Thanks God por isso!) que não sabemos por onde começar e o que escolher. Uff, perai, perai que eu preciso de um break!

É nesses momentos que precisamos ser pacientes com nós mesmos e tentar nos organizar da melhor forma possível, que traga tranquilidade e claridade. É fácil fazer isso, Camila? Olha, se fosse fácil eu não estaria com minha cabeça rodando com tanta preocupação, por isso que venho aqui escrever como uma fonte de liberação e uma forma de dialogar com pessoas.  No meu caso, dialogar me traz uma paz de espírito, acalma minha mente e faz com que eu consiga pensar melhor nas coisas que eu tenho que fazer.

Então, se você estiver se sentindo ansioso, com a mente tagarelando…”. Eu não sei o que eu ia dizer anteriormente, mas se você estiver assim, converse comigo, podemos ter uma troca bacana sobre a vida, sobre as angústias, sobre o que viemos enfrentando nesses tempos. Às vezes só faltam mais pessoas no mundo com mais paciência para escutar mais as pessoas do que, de fato, apresentar soluções ou piorar mais a situação falando coisas desnecessárias.

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Meu caderninho de páginas rosas que sempre me acompanha.

 Nessa época eu tinha muita coisa na minha mente. Tinha voltado da Colômbia, pensando em como desenvolver a minha pesquisa, em como conseguir dinheiro para ir para Ruanda, … isso tudo sobrecarrega a mente. Ficamos tão ansiosos para que tudo se concretize em um piscar de olhos que não sabemos que as coisas são desenvolvidas em processos, e temos que ter paciência. Paciência.

A palavra que me assombra. Mas tenho aprendido a lidar com ela, justamente compartilhando os meus anseios, as minhas angústias com outras pessoas, ou então em um caderninho. O caderninho me ajuda a rever algumas questões que me perturbavam, que eu tinha dúvidas, que eu tinha certezas…me acalma, me dá paz. Eu recomendo ter algum tipo de ferramenta para ajudar a reflexão diária, especialmente naqueles dias que achamos que tudo não está realmente dando certo.

Mas torno a repetir, vamos conversar? Vamos desenvolver aquele projeto que você tem dificuldades, pensar em uma alternativa para aquele problema juntos?

Tô aqui!