Sobre reorganizar a vida e seguir em frente

Foi como um forte vendaval que me deixou sem reação, me deixou com mais perguntas do que respostas.

Isso foi vir para Argentina. 5 de agosto de 2019: todo o meu sonho de intercâmbio começa e eu não sei controlar os tempos que eu tenho. Tudo passa tão rápido! As experiências, as buscas, os encontros, os desencontros. Vontade de escrever eu super tinha, mas não sabia como traduzir em palavras o que eu estava sentindo, passando. Consegui gravar um vídeo, mas acabei nem publicando, não sei o que me passou. Com a pesquisa, uff…um desastre gerenciar o tempo para ler o que eu ainda não estava satisfeita.

Bem, vou escrever um texto melhor falando sobre essas coisas, meu ponto agora não é esse. O ponto é que, com as experiências que eu tive, comecei a aprender (sim, há tempo sempre para aprender algo novo) a refletir sobre o que passou, tentar entender e seguir em frente. Seguir em frente. Com tudo, com a pesquisas, com as relações, com os objetivos de vida.

As vezes nos sentimos perdidos e isso nos paralisa, nos deixa patinando na nossa solidão acadêmica (ou na vida mesmo). O que eu aprendi foi que é sempre bom conversar com pessoas que estão realmente dispostas a nos escutar, a nos ajudar (qualquer um não vale a pena, pode piorar mais ainda a situação). Então aqui eu provei de conversar com os argentinos e com meus amigos no Brasil, tentar entender como eu poderia gerenciar esse turbilhão de coisas.

E Camila, por que você escolheu justamente essa temática agora para o texto no My Ruanda? Porque sempre dá pra recomeçar. As vezes não dá pra seguir onde paramos, as vezes tem pessoas que tem mais flexibilidade para fazer isso que outras, mas é isso. Sempre é o momento para recomeçar. Talvez não seja fácil, talvez você não tenha todos os recursos para fazer o que queira, não tenha apoio de pessoas ao seu redor….confie. Confie no seu objetivo e pense positivo, as coisas vão se arrumar.

Argentina

E se precisar de ajuda, estou por aqui.

O My Ruanda voltou mais uma vez. E sempre. cropped-c3adndice.png

#gorwanda #myruanda

Sobre o nascimento do meu filho: projeto + capítulo 1

Eu fiquei em êxtase e sem saber o que sentir. Mas uma coisa eu tinha certeza: ele nasceu! ❤️

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Desde março de 2018 estou trabalhando na elaboração do projeto. Eu já tinha uma temática que queria trabalhar, mas sempre é um trabalho para sair do nível geral da coisa para ir para o nível específico. Pensei: o que de Ruanda é importante estudar? O que pode ser relevante contemporaneamente que vai enriquecer meu arcabouço teórico e iluminar os pensamentos de quem vai estudar África e Ruanda?

Escolhi continuar com o processo de reconstrução pós-conflito (nada mais contemporâneo que isso) e o processo de integração nacional e regional de Ruanda. Quando eu comecei a ler mais sobre as bases teóricas sobre Estado africano, me motivou mais ainda a querer saber mais sobre o tema. E enfim, cheguei ao meu objeto de pesquisa e estou me sentindo bem feliz com ele: ele me motiva.

Eu ainda quero escrever um post exclusivo sobre o processo de desenvolvimento de um projeto de pesquisa porque não é nada fácil. Tem pessoas que o processo flui de forma rápida, tem outras que precisam de um período de maturação maior para desenvolver o projeto. Mas geralmente não é fácil. Em um outro momento eu conto como foi minha experiência esse ano.

Para complementar o post, coloco aqui o que eu postei na minha conta pessoal do Instagram porque foi em emblemático o momento, foi logo após de imprimir as cópias do meu bebê!

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“Meu bebê nasceu! ❤️  Projeto + Capítulo 1 da tese.

Se eu não to acreditando que finalmente chegou o dia de vê-los impressos? Não mesmo! Se eu tô tão feliz de finalmente ver minha ideia criando forma? Com certeza!

Tô muito feliz por já ter uma estruturinha no papel do que eu quero fazer em Ruanda e como desenvolver; to muito feliz porque, assim como em 2012 e 2014, esse ano eu falei com toda convicção que ia para Ruanda. E vou. Vou voltar para o lugar que me realizei como pessoa e to ansiosíssima para isso.

Ps: olha a minha carinha de besta, rs.

A data? Ainda não sei, mas já ja sai!”

Go Rwanda, My Ruanda! cropped-c3adndice.png